quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Silêncio

O silêncio dói, machuca. É covarde. O silêncio nos impede de ter qualquer tipo de argumento, contra ou a favor. Tira nossas armas, mesmo as mais poderosas. 
Tira o fôlego, o estômago. Deixa o vazio. O vácuo, o nada. 

Silenciar-se costuma ser o mesmo que consentir. Mas não necessariamente. Às vezes quem cala discorda e muito, de tudo aquilo que foi dito e repetido; só falta coragem pra assumir isso em palavras. 

Não sei o que dói mais: uma palavra mal-dita ou um silêncio que não acaba.

......

shiiiiii.....silêncio....



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Doida.


Penso muito sobre a palavra loucura. Ou melhor, louca. Porque não é o substantivo que condiz com minha forma de ser, é o adjetivo, mesmo! Louca, louca, louca.
Ouço essa palavra pelo menos uma vez por dia [nos piores dias], no meus "melhores" ouço mais de 5.... e há quem ache que me incomodo. Ser louco é ser você mesmo. É rir do que não tem graça, é amar aquilo que não se tem, é parar para admirar um único acorde de uma música celta**, é dormir até o corpo doer, de tanto descansar... é dizer te amo, sem ter a plena certeza do que signifca a palavra AMOR. Melhor que isso... é não se sentir nem um pouco culpada (ou preocupada) com os efeitos que isso pode causar.

Inconseqüência. Está aí. Ser louco é ser inconseqüente. É pirar, é ser tudo..e nada, ao mesmo tempo.

Como achei um texto ótimo sobre esse assunto, vou mudar meu adjetivo, se importam? Louca não! DOIDA, mesmo!

Porque ser santa.... é loucura demais pra mim.
Leiam Doidas e Santas- Martha Medeiros

** a música celta é em homenagem a Isa!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pronta?



E, de repente,  vem uma conclusão triste sobre um assunto super batido: “Você  está pronta pra viver um novo relacionamento?”. Você pensa, especula, esperneia, contesta, discute. Tenta demonstrar de todas as formas que está mais-que-pronta pra outra. Mostra que nada te abala, que aprendeu tudo que podia, que homens são todos iguais; que você aprendeu a se valorizar e que sua vida sentimental nunca estará em primeiro lugar. Você jura, de pé junto, que a última coisa que você vai fazer é se deixar pelos seus sentimentos e atitudes impensadas.
Começa a lembrar da sua doce vaidade, dos detalhes que fazem a diferença, de ficar mais culta, de passear, ouvir música bem alto e ser feliz sozinha. Com essas atitudes, seguramente, estaria pronta pra viver um grande amor. Não precisaria de ninguém pra lhe deixar segura, protegida ou com o ego massageado. Em tese.

Na prática, não é assim que acontece. Depois de noites mal-dormidas, lágrimas caindo sobre meu rosto... e dúvidas, concluo: não, eu NÃO estou pronta.

E agora.. sigo em frente, procurando me convencer de que posso ser feliz assim e conquistar a confiança de alguém com a convivência, ou desisto de tudo e de todos, principalmente, de todos os sentimentos nobres?

Dúvida.